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Computadores quânticos concebem melhores computadores quânticos

Tal como o computador normal funciona com bits de informação, cada um com dois estados possíveis, 0 ou 1, um computador quântico trabalha com qubits que podem ter os estado 0, 1 ou uma sobreposição entre os dois. Traduzindo por uma linguagem mais simples e fazendo uma equivalência, um computador de 1 qubit=2bits; 2qubits=4bits; 3 qubits=8bits;… 45 qubits= 35.184.372.088.832 bits.

Ou seja, o poder computacional para certas aplicações cresce de forma drástica. Mas o problema é que a complexidade aumenta também exponencialmente e, tal como a complexidade crescente dos processadores dos pc’s atuais só pode ser resolvida com forte auxílio da computação clássica na fase da conceção, no caso dos computadores quânticos, o aumento do número de qubits poderá ter que ser suportado através da utilização de computadores quânticos, como ferramenta base na conceção dos novos processadores quânticos.

Foi isso que uma equipa de investigadores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Xangai fez. Publicaram um artigo no arXiv pre-print server, disponibilizado em pré-publicação e portanto ainda sem revisão por pares, onde descrevem a utilização de um computador quântico para conceber um novo tipo de qubit, que melhorou de forma significativa a performance dos conceitos anteriores.

Os autores escrevem que “simulações de sistemas quânticos de elevada complexidade, que são muito problemáticas usando computadores clássicos, podem ser realizadas de forma eficiente por computadores quânticos”, e prosseguem, “o nosso trabalho abre caminho para se conceberem processadores quânticos usando recursos de computação quântica”.

Esta abordagem pode representar uma mudança significativa de paradigma, já que os computadores quânticos são máquinas de elevados recursos e se a eficiência for melhorada, não só essas super-máquinas poderão ser otimizadas, como eventualmente simplificadas e isso permitirá ter muito mais computadores a funcionar sob o paradigma da computação quântica. Essa proliferação terá como consequência da possibilidade de se multiplicarem os estudos efetuados com este tipo de recursos.

Crédito da foto: New Scientist

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